“Não existe relevância e urgência para aprovação”, avalia Glauber Braga PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

“Não existe relevância e urgência para aprovação”, avalia Glauber Braga

Deputado do Psol critica movimento do governo Bolsonaro para privatização da Eletrobras e fala “crime contra a soberania brasileira”

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  • Jair Bolsonaro apresentou, nesta terça‑feira (23), medida provisória que visa acelerar a capitalização da Eletrobras.
  • A MP autoriza o BNDES a iniciar estudos para a eventual privatização da estatal, que só ocorrerá se o Congresso a aprovar.
  • O deputado PSOL Glauber Braga classificou a iniciativa como “criminoso” e afirmou que não há relevância nem urgência para sua aprovação.
  • Braga alerta que a medida pode comprometer a soberania ao permitir controle estrangeiro sobre o sistema elétrico brasileiro.
Deputado do Psol critica movimento do governo Bolsonaro para privatização da Eletrobras
(Foto: Divulgação/Agência Câmara)

Depois de sinalizar que iria “meter o dedo na energia elétrica”, o presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta terça-feira (23) a medida provisória que busca acelerar o processo de capitalização da Eletrobras. A partir da assinatura da MP, o BNDES começa os estudos para a privatização da empresa. A capitalização só começa de fato se o texto for aprovado pelo Congresso. 

Em entrevista ao Dinheiro na Conta, o deputado do Psol, Glauber Braga, avaliou que “a entrega de uma Medida Provisória como essa em meio a uma pandemia é algo criminoso que não pode ser aceito”. Segundo ele, “não existem relevância e urgência para aprovação do texto”.

Ele contesta o argumento de defensores do texto de que a empresa vem apresentando prejuízos e critica a possibilidade de agentes privados e o mercado financeiro terem ingerência sobre a empresa. “Esse discurso da neutralidade ou da pseudo-neutralidade simplesmente não existe”, diz. 

“O que existe [nessa MP]  é um crime contra a soberania brasileira porque entregar o controle do sistema elétrico é entregar a conta de energia, aumentar o preço dos produtos”, avalia o parlamentar. 

Braga cita ainda o risco do sistema elétrico brasileiro ser “entregue” a empresas estrangeiras. “Se é tão bom entregar o controle do sistema elétrico, por que aqueles que estão interessados no Brasil, não fizeram o mesmo em seus países?”, questiona.